quarta-feira, 16 de junho de 2010

A dificil arte de generalizar

(Texto sem acentuacao)

Ontem estava pensando como e dificil escrever sobre comportamento, sobre cultura, sobre qualquer assunto sem usar um minimo de generalizacoes. Generalizar e tornar algo geral ou comum, mesmo vulgarizar. Para poder falar sobre Londres de forma que as pessoas possam ter uma nocao geral de como e a vida aqui fica impossivel nao colocar um grande parcela da populacao num mesmo grupo. Existem padroes que se repetem em menor ou maior escala em cada sociedade e se alguem quiser exatidao entao tera que recorrer as estatisticas que se baseiam em pesquisas, sejam estas qualitativas ou quantitativas. Este blog nao tem a intencao de trazer dados estatisticos salvo em alguns casos, portanto, quase tudo que escrevo vem de minhas observacoes que algumas vezes podem ser inexatas, mas fica a criterio do leitor ponderar e extrair o que lhe serve. Vou dar um exemplo claro de generalizacao e que muitos que aqui vivem ha alguns anos ja perceberam: e muito comum ver jovens de clase media baixa, que dependem de beneficios do governo e residentes em blocos de apartamentos do estado passeare, pelas ruas em bando com caes de raca da familia do pitbull com uma atitude de agressividade. Por que agem dessa forma? Poderia ate dar alguns palpites ou opinioes , mas nao e minha intencao neste post discutir os problemas da delinquencia infantil que cresce neste pais, mas fica apenas como exemplo de como certos padroes se repetem e quanto mais observamos o lugar onde vivemos mais conseguimos chegar a estas simples generalizacoes.

Tentar achar um padrao e algo util em minha atividade profissional.Trabalhar na area imobiliaria e uma experiencia maravilhosa porque cada dia e um desafio ter que negociar com pessoas de tantas culturas diferentes. Creio que ja interagi com pessoas de quase todas as nacionalidades, incluindo aqueles de paises que nao soam muito familiar aos brasileiros como Latvia, Uzbequistao, Trinidad Tobago, Ilha Mauricios, Estonia, Sri Lanka entre outros. Nesta hora vale muito entender um pouco da cultura delas para a para poder usar as argumentacoes certas na hora de fechar negocios. Ja perdi muito por nao considerar o aspecto intrinsico de uma determinada cultura, mas viver aqui nos prepara para isso. Entre as nacionalidades que eu gosto de negociar em primeiro lugar sao os norte americanos e ingleses, pois sao objetivos e sabem o que querem e evitam usar a emocao na tomada de decisoes. Entre os mais dificeis eu diria que sao os turcos, brasileiros e italianos. Sabem por que? Usando minhas generalizacoes e considerando as experiencias que tenho no dia a dia diria que os os turcos me dao um trabalho enorme pela forma inflexivel de serem. Para que voce tenha sucesso numa negociacao com eles voce devera usar um pouco do lado sentimental , humano e fazer eles perceberem que eles e que tem razao e eles e quem estao ganhando no acordo. Um dia tive uma situacao dificil ,pois estava usando minha maneira logica e racional de argumentar para fechar um acordo e quando ja estava quase tudo perdido resolvi abrir mao de minha maneira um pouco “americana” de negociar e resolvi apelar para o lado emocional deles e consegui ter sucesso. Parece que existe uma necessidade de sentirem que estao sob controle. Ja os brasileiros e italianos se parecem bastante com relacao a forma como querem ser tratados, sempre de maneira “especial”. Gostam de ser mimados, de se sentirem privilegiados e assim se sentirem em posicao de vantagem . Sao avessos a ter que seguir as regras. Por mais honesta que seja a pessoa sempre existe uma grande dificuldade em fazer com que sigam a risca todas as exigencias impostas para assinar um contrato. Quase sempre me deparo com o famoso ““jeitinho” e como tenho minha parcela de brasilianidade eu consigo entender aonde querem chegar. Mesmo com a melhores intencoes e algo que desgasta a relacao e gera uma confusao desnecessaria muitas veses. Exigir muito alem do que podem pagar e outra tendencia. O famoso BBB (bom, bonito e barato) e quase que preferencia nacional e aqui nao funciona dessa forma. Meu trabalho e mostrar que tudo tem seu preco e nem todos gostam de aceitar essa verdade. Apesar de simpatizarem com os brasileiros, Ingleses, alemaes e outros povos nordicos acham muito complexo e reclamam da maneira excessivamente “flexivel” de encarar as coisas. Serao todos iguais? Absolutamente nao, mas existe um bom numero de pessoas assim e isso acaba seguindo um padrao medio e sao nestes padroes que temos que tentar trabalhar , mas devemos estar atento as execoes para nao cairmos em armadilhas.

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