quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mulheres, não tragam todo o guarda-roupa pra Londres


Isso vale para muitos homens,também .....

Já se esperava que este fosse um dos verões mais quentes dos últimos anos e as previsões estão se confirmando. Temos tido dias bem quentes desde o inicio da estação e pelo jeito seguirá ate o final com temperaturas entre 18 e 24 C. Houve dias em que os termômetros marcaram 29 graus, com todos os parques lotados e o povo tentando sobreviver a base de muita “lager” ( um tipo de cerveja clara, como a Brahma, etc), só que para nossa sorte, as noites são de temperaturas amenas, entre 17 e 20C e, portanto, não temos necessidade de ter ar condicionado em casa para suportar o calor. Se não fosse assim, seria o inferno, já que não estamos preparados para altas temperaturas.

Muitos ainda me perguntam sobre o fog londrino. Mais um exemplo de como ficam registradas na nossa mente imagens de filmes clássicos como do Sherlock Holmes ou Jack stripador. Eu passei alguns meses na cidade de Canela, na serra gaúcha e garanto que vivi mais dias de fog lá durante poucos meses de inverno do que os dez meses de frio aqui em Londres. Dias gelados sim, têm muitos, abaixo de zero muitas vezes e com um vento de rachar, principalmente se estiver perto da beira do Thames. Neve e menos comum, mas tivemos uma das maiores nevascas da historia no mês de janeiro. A cidade literalmente parou. Escolas fecharam por dois dias, o comércio funcionou parcialmente e os parques lotaram de gente deslizando com skis, snowboard ou pedaços de papelão. Foi uma festa pra quem não precisou trabalhar.

O que nos salva aqui é um excelente sistema de aquecimento nas casas, locais públicos e transporte. Em locais fechados podemos estar vestindo apenas uma roupa leve e , muitas vezes, até sentimos calor. (em geral isso não se aplica às mulheres sempre com frio e um casaquinho a tira colo. Há exceções :):). Como o frio só se torna desagradável mesmo quando você esta na rua, basta usar um bom casaco, como um, sobretudo, que estará bem vestido e protegido, sem necessidade de usar camadas e mais camadas de blusões de lã por baixo. Além de desconfortável, é irritante entrar num vagão lotado pela manhã, onde mal se consegue mexer, e ainda ter que aguentar o calor insuportável.

Dica: não traga muita roupa para cá porque o preço do vestuário aqui nem se compara ao do Brasil. É muito mais baixo e de uma variedade e qualidade que impressiona. Você não necessita de uma grife para andar bem vestido. Aliás, as pessoas, no geral, fazem pouco caso ao estilo de roupa que você usa. Há pessoas que chamamos aqui de vítimas da moda, mas isso você vê em todo lugar. Mas, ninguém olha você de cima a baixo quando entra numa loja. Se produzir para ir passear num shopping center soa tão bizarro quanto imaginar alguém usando sapatos de salto alto na beira da praia. Portanto, gastar fortunas para chamar a atenção ou não fazer feio é algo que você não tem que se preocupar. Use o que gosta e que o faz e sentir-se bem. Troque de roupa todos os dias ou repita a mesma por semanas e não fará muita diferença. Se você não circula no meio da moda, ou não necessita se enquadrar em um código de vestimenta empresarial, é desnecessário desfilar modelitos caros. A não ser, claro, que a moda seja sua paixão e você tenha condições de gastar com grandes marcas. Fora isso, são tantas opções de boas marcas menos conhecidas que as grandes marcas acabam sendo mais consumidas por turistas. Quando fiz uma extensa pesquisa para meu trabalho de conclusão da faculdade, sobre o Mercado do Luxo, conclui que quem movimenta o mercado das grifes são as classes emergentes ou como chamam aqui os “nouveau riche ” .

Se sua viagem já está marcada e ainda não sabe bem o que trazer, pense que você terá uma média de temperatura entre –5 e 12C durante dez meses e nos dois meses restantes, entre 15 e 22C. Se faltar roupa, só dar uma passadinha na Oxford Street e comprar algo nas eternas promoções.

Um comentário:

  1. Ótimas dicas! Realmente até nos filmes os ingleses não parecem se preocupar tanto com a moda, a exemplo dos franceses também, sempre da forma mais descontraída possível.

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